AL fez o que podia para soltá-lo, diz Maluf

PABLO RODRIGO - Gazeta Digital 09/06/2018 Política
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Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB) acredita que o Parlamento já fez seu papel no caso da prisão preventiva do deputado Mauro Savi (DEM). Para o tucano, cabe agora à defesa do democrata decidir que medidas podem ser tomadas.

“A Assembleia não tem mais nada a fazer. Todas medidas cabíveis ao Parlamento foram tomadas. Agora só resta as vias judiciais”, disse.

A declaração é em relação a decisão do desembargador José Zuquim Nogueira, que desconsiderou a resolução aprovada pela AL que determinada “a não manutenção da prisão” de Savi, recluso há 31 dias no Centro de Custódia da Capital (CCC).

Para Maluf, a Mesa Diretora deve deixar o assunto a cargo da Procuradoria Legislativa, que poderá recorrer a outras instâncias. “Ainda não conversei com os outros deputados, mas a Procuradoria deve recorrer”.

A resolução foi aprovada na sessão da última quartafeira (5) com 14 votos seguindo parecer da Comissão de Ética. Quatro deputados se abstiveram e 5 estavam ausentes.

Mauro Savi é alvo das operações Bereré e Bônus que também resultaram em denúncia contra outros seis deputados: o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), Romoaldo Júnior (MDB), Wilson Santos (PSDB), Baiano Filho (PSDB), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), e José Domingos Fraga (PSD).

Além de Savi, estão presos preventivamente o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, seu irmão, Pedro Jorge Zamar Taques, e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos e José Kobori.

Defesa - O advogado Paulo Fabrini, que representa Mauro Savi, discordou da decisão do Judiciário em rejeitar o parecer da Assembleia. “Não tinha que discutir a decisão da Assembleia, tinha que cumprir”, disse.

Fabrini já adiantou que encaminhará um requerimento ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), embasado no parecer do Parlamento. A peça deve ser protocolada até a próxima segunda-feira (11).

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