‘Somos tão Jovens...’

Sílvio Tamura 25/09/2018 Artigos

"Ouvir músicas preferidas produz endorfina e serotonina, gerando prazer e felicidade"

Sílvio Tamura

Quem nunca se identificou com a letra de uma música? Quem nunca fez relações da própria vida com uma canção? Quem nunca foi visitado por lembranças ouvindo uma melodia? Quem nunca sentiu saudades de alguém ouvindo uma canção? Quem nunca se lembrou de algo ouvindo uma melodia? Quem nunca sentiu vontade de chorar ouvindo um refrão? Quem nunca viajou nos versos de uma música? Quem nunca se pegou cantando uma canção? Já imaginou o mundo sem música? Festa sem música? Aniversário sem aquela: ‘Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades...’ Festa de formatura sem música? Balada sem música? Feiras de exposição sem música? Melhor com música ou sem música? A Santa Missa é mais bonita com ou sem música? Um filme é mais emocionante com ou sem trilha sonora? E no trânsito? Melhor dirigir ouvindo uma musiquinha legal? Ou não? Longas viagens ficam mais agradáveis com músicas? A música faz parte da vida, da infância à velhice. Qual mãe nunca cantou para o filho/a: ‘Dorme, neném, que a Cuca vem pegar. Papai foi na roça, mamãe foi trabalhar...’ Na escola, quem não se lembra: ‘Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim, um ovo, dois ovos, três ovos, assim..’ Quando criança, quem nunca ouviu aquelas cantigas: ‘Pirulito que bate-bate, pirulito que já bateu...’; ‘Atirei o pau no gato-to, mas o gato-to, não morreu-reu-reu...’ A música é uma das principais ferramentas pedagógicas da educação infantil; traz felicidade, faz do ambiente escolar um lugar prazeroso, proporciona sociabilidade, amizade e amabilidade entre os pequenos. As composições musicais também representam valores pátrios. Já repararam que todos os países têm seus hinos nacionais? Na Copa do Mundo, as seleções cantam suas odes, acompanhadas da torcida. Na publicidade, grande estratégia é a utilização de jingles e recursos musicais. Quem, quando criança, não se lembra: ‘Me dá mais saúde, mais inteligência, me dá Danoninho, Danoninho já. Me dá...’ Ou da Faber-Castell, a inesquecível: ‘Numa folha qualquer, eu desenho um sol amarelo. E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo...’ A música também pode ser utilizada como estimulante. Já notaram que nas academias sempre há músicas tocando nos falantes? Malhar ouvindo música aumenta o tempo dedicado aos exercícios físicos. Albert Einstein, um dos maiores físicos da história, tinha por hobby ouvir músicas; da mesma forma que Stephen Hawking. Steve Jobs, grande gênio da tecnologia, conhecido pela personalidade inventiva e inovadora, tinha por hábito ouvir músicas; acreditava que as melodias traziam-lhe inspiração, treinava o cérebro e ajudava a fluir melhor as ideias. Atestado cientificamente, aprender a tocar um instrumento musical desenvolve o raciocínio, melhora a cognição e estimula a criatividade. A música também poder ser utilizada como instrumento de protesto, denúncia social e manifestação cultural, conforme visto em diversos períodos da história. Há quem seja fascinado por música, colecionadores aficionados de discos, adeptos da musicomania, surgindo até um neologismo: musicômanos. Segundo um velho ditado, ‘Quem canta seus males espanta’. É verdade. Inúmeras pesquisas comprovam que a música pode ser utilizada no tratamento de diversas anomalias, especialmente de ordens psicológicas e psiquiátricas, como: stress, depressão, ansiedade, entre outras. Existe até um ramo da ciência dedicado a esta finalidade: a Musicoterapia. Duvida? Está cansado, preocupado, nervoso, estressado? Ouça duas ou três músicas de sua preferência durante vinte a trinta minutos e veja o que acontece. Ratificado pela Ciência, ouvir músicas preferidas produz endorfina e serotonina, gerando prazer e felicidade. Para os adeptos da meditação, existem músicas específicas para esta prática; muitas disponíveis na internet, potencializando resultados. Em 1.º de Outubro comemora-se o Dia Internacional da Música. A música é uma das mais belas expressões criadas pela humanidade. Desculpem-me, criada por Deus – as pessoas somente usufruem dela. Viva a música! Viva! 

 

Sílvio Tamura, graduado em Comunicação Institucional.

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