Fascismo e socialismo, irmãos gêmeos.

Leandro Monteflores 01/10/2018 Artigos

"Stálin ordenou que qualquer inimigo do socialismo deveria ser xingado de fascista."

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Quando alguém chama você de fascista, está apenas repetindo, feito papagaio, o slogan lançado por um dos maiores assassinos de todos os tempos, morto há 65 anos. Na década de 30, o companheiro Stálin ordenou que qualquer inimigo do socialismo deveria ser xingado de fascista. “Fascistas não passarão”, bradam os bisnetos de Stálin. Tantas décadas depois, continuam defendendo criminosos. 
Acontece que Mussolini era um dissidente do Partido Socialista, e muito admirado por Lênin. O principal ideólogo do fascismo chamava-se Giovanni Gentile, um intelectual esquerdista que ocupou o cargo de ministro da Educação no governo de Mussolini (pensou em alguém?). O nome completo do Partido Nazista, que subiu ao poder na Alemanha em 1933, era Partido Nacional-Socialista do Trabalhadores Alemães. 
O historiador Paul Johnson destaca seis pontos comuns entre Lênin e Mussolini: 1) Ambos eram totalmente opostos à “democracia burguesa” e a qualquer reformismo; 2) Encaravam o partido como uma agência ferozmente disciplinada, hierárquica e centralizada para atingir os objetivos socialistas; 3) Queriam a liderança de revolucionários profissionais; 4) Não confiavam na capacidade de organização dos trabalhadores; 5) Achavam que a consciência revolucionária poderia ser levada às massas por uma elite organizada do partido; 6) Acreditavam na violência como árbitro final na luta de classes. 
Até hoje estudiosos discutem se o nazismo (abreviatura de nacional-socialismo) era direitista ou esquerdista; o mais importante, porém, é consensual: o nazismo era um sistema revolucionário e anticonservador. 
Durante o Pacto Ribbentrop-Molotov, firmado por Hitler e Stálin em 1939, houve maciça transferência de tecnologia militar e repressiva entre os dois regimes. Os primeiros campos de concentração do Gulag, inaugurados por Lênin e aperfeiçoados por Stálin, foram o modelo dos campos da morte nazistas. O extermínio de populações inteiras e a eliminação de rivais dentro do partido também foi uma semelhança entre os dois facínoras. O holocausto nazista (Shoah) foi precedido pelo holocausto ucraniano (Holodomor). 
     O socialismo não é um modelo econômico, é um modelo de dominação. Quando se faz a coletivização da economia, ocorre o genocídio, como na Ucrânia, na China maoísta, no Camboja e agora na Venezuela. Mas tanto o fascismo quanto o comunismo sabem usar os capitalistas e o mercado para manter-se no poder: basta ver a situação da China atual. 
Fascismo e socialismo são irmãos rivais, condenados à imitação mútua. Seus respectivos símbolos, a suástica nazista e a foice-e-martelo, igualmente odiosos, deveriam ser banidos para sempre. Padre Kentenich tinha uma palavra perfeita para definir os dois gêmeos do mal: coletivismo. É contra isso que estamos lutando. Não podemos deixar que o Brasil seja mais uma vez e definitivamente destruído por um Partido-Estado.

 

Leandro Monteflores

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