Após Unemat parar, outras categorias sinalizam greve

Rodrigo Soares / Redação DS 23/01/2019 Política

Rede Estadual de Educação e Polícia Civil não descartam paralisação

Unemat já decidiu paralisar atividades

Além dos servidores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) que decidiram cruzar os braços a partir da próxima sexta-feira, dia 25 de janeiro, funcionários públicos de outras categorias não descartam aderir a greve em Tangará da Serra.


A rede estadual de ensino cogita paralisar as atividades, caso não haja uma solução adequada em relação ao pacote de reformas propostas pelo governador Mauro Mendes, que atingirá diretamente o funcionalismo público.


De acordo com o diretor de formação sindical do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) de Tangará da Serra, José Rosa, até o momento a classe não vê como positiva as negociações. “Continuamos mobilizados no intuito de impedir a votação dos projetos para discutir com a categoria e com os próximos deputados que tomarão posse”, comentou o diretor sindical, destacando que nos dias 02 e 03 do próximo mês, a categoria realizará uma Assembleia Geral para decidir se entra ou não em greve.


“O que for decidido, nós aqui de Tangará da Serra vamos seguir porque seremos os mais atingidos. Com as propostas do governador, nosso plano de carreira será congelado. Além disso, não haverá mais RGA, vão retirar tudo isso. Não podemos ser responsabilizados pela crise”, enfatizou o profissional.


No setor da Segurança Pública em Tangará da Serra, a Polícia Judiciária Civil informou que também há possibilidade de uma greve, no entanto,s tudo vai depender das próximas negociações. “Vamos procurar o diálogo até o último momento. Quando percebermos que não há outra saída, vamos nos reunir novamente para discutir o que será decidido. A greve não é descartada, mas continuaremos com as conversações”, afirmou o investigador Edvaldo Tocantins.


Em nota oficial, o Fórum Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso afirmou que “a fúria com que Mauro Mendes partiu para cima dos servidores (...) tem deixado o funcionalismo perplexo”, e ainda convocou “todos os servidores à tarefa de reforçar a mobilização”. 



Notícias da editoria