Curtas

Redação 03/05/2018 Curtas

Exposserra

Seguindo exemplos de outras grandes feiras país afora, como a tradicional Festa de Uva de Caxias do Sul, ontem o presidente do Sindicato Rural de Tangará da Serra, Reck Junior, anunciou o cancelamento da festa este ano. O fato repercutiu na imprensa e entre a população e não faltaram os que se posicionaram em defesa da realização da festa, alegando perdas ao comércio de Tangará, que deixará de realizar vendas no período. Com a realização da festa, lojas de departamentos, restaurantes, hotéis e alguns do setor de transportes acabam lucrando. A população por sua vez, ganha quatro a cinco dias de festa com shows nacionais, mas isso não chega a 30% da nossa população que comparece no parque de exposições. Mas se alguns ganham, outros  perdem: todos os anos os bares e lanchonetes da cidade ficam vazios durante o período festivo, pois quem está acostumado a sair (parte dos 30%), prefere ir ao parque para conhecer as novidades.

Reflexão

Por outro lado, se fizermos uma reflexão mais profunda, uma festa como a Expossera, é necessária, sem sombras de dúvidas, para a divulgação do Município, acaba esvaziando os cofres de nossa cidade. Há muito tempo atrás era possível o aporte de recursos de empresas e instituições nacionais para a realização da festa. Hoje a festa é mantida pelos empresários de Tangará, na condição de patrocinadores, e pelo público que compra seu ingresso.

Giro

Mas quanto desse dinheiro fica em nossa cidade? Bom, fica a parte da rede hoteleira, dos restaurantes, das lojas que vendem em inúmeros pagamentos, da mídia e alguns outros profissionais encarregados de montar a festa. Neste último caso, muitos deles são de fora, portanto, o dinheiro vai embora. O lucro ou sobra de cada festa ninguém fica sabendo, pois entidade classista, o Sindicato não é obrigado a fazer essa divulgação, a prestação de contas é interna.

Lucratividade

E quanto desse dinheiro vai embora? Bom, vai somando ai: quatro a cinco atrações artísticas nacionais com shows que variam de R$ 80 mil a R$ 250 mil, contratação de sonorização, equipe de montagem e organização do rodeio, montagem da arena, camarotes, parque infantil, prêmios (alguns desses ainda ficam em Tangará), lanchonetes e bares montados por pessoas de outras cidades no interior da festa. Conseguiu ter uma ideia? Sim, são alguns milhões.

Repensar

Não estamos aqui criticando a festa, mas fazendo uma avaliação profunda, sobre ser bom ou ruim a realização da festa. Por isso mesmo entendemos que acertou a diretoria do Sindicato em não realizar a festa este ano. Quem sabe para o futuro ela venha a ser realizada de dois em dois anos. Só não dá para entender a justificativa de que a taxação de impostos pelo Município tenha inviabilizado a realização de uma festa onde giram milhões em recursos.

Palanque

Mas fica claro também que a festa tem servido para palanque eleitoral de muitos e não é de hoje. Com essa finalidade, realmente, não se chega nunca a um acordo, pois existem interesses eleitoreiros de todas as partes. Podemos até mesmo fazer uma rápida retrospectiva de políticos que usaram a Exposerra para se promoverem – inclusive oportunizando um dia gratuito á população – demonstrando que a essência da mesma, ficou em segundo plano.

Comemorações

Iniciam nesta quinta-feira, 3, as comemorações aos 42 anos de emancipação político-administrativa de Tangará da Serra. Um Sarau Cultural, Feira de Artesanatos e show com artistas locais abrirão as festividades. O evento, que acontecerá na Praça da Bíblia, a partir das 19h, contará com a participação especial do cantor Billy Espíndola. A participação é gratuita e toda a população está convidada. Vale lembrar que a programação segue até o dia 26 deste mês.



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