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  Tangará da Serra, 20 de setembro de 2017.  
Tangará da Serra - MT


Em 08/07/2017
Pedro Ferreira de Lima, exemplo de caráter e firmeza


Pedro Ferreira de Lima


Nascido em São Roque, próximo a Iepe São Paulo, Pedro Ferreira de Lima desde muito cedo aprendeu a lidar na terra de onde ajudava o pai a tirar o sustento da família.
Passou a maior parte de sua vida nesse pequeno lugarejo, onde juntamente com mais onze irmãos teve uma infância feliz. Além desses onze, teve mais cinco irmãos do segundo casamento do pai.
Morando em um  lugar chamado Córrego Santo Antônio,  conheceu a esposa Braulina, que morava próximo ao sítio de sua família e por ela se encantou. Como desfecho, o casal se casou e do  enlace nasceram nove filhos: Aparecida, Aurea, Nilza Haroldo, Nilton, Neuza, Pedro, Cleuza e  Evangelista. A lida na roça continuou, mas Pedro dava mostras de que tinha outra vocação em seu interior e passa a demonstrar um grande e forte encantamento por compra e venda de gado. “Meu pai trabalhava com meu avô, mas às vezes pagava alguém para trabalhar em seu lugar para poder fazer a negociação dos animais”, conta o filho Haroldo Lima, que narra à história do pai.
A vida segue, e  no  ano de 1972 a família ouve falar de Tangará da Serra. Então três dos tios de Pedro carregam um caminhão e vem embora para Progresso, onde adquirem terras e moram até dos dias de hoje.

Aquele que fazia tudo com extrema perfeição

Além dos conhecimentos da terra, do dom com os animais, possuía ainda, muitos outros dotes, como por exemplo, ser um exímio atirador e laçador de gado. “Meu pai tinha um laço que parecia ensinado, se o animal tivesse chifres, dificilmente ele pegava no pescoço. Era perfeito na laçada. A gente ficava encantado de ver sua habilidade e era uma atrás da outra, sem errar”, comenta.
Para Haroldo o pai era fora do comum. “Nunca foi de luxo, mas fazia questão de que a gente andasse sempre de bota para não se machucar e também porque quando ele mandava fazer alguma coisa tinha que ir ligeiro, sem enrolar. _ Vou cuspir no chão e não pode secar, dizia ele”, sorri alegre. As recordações são sempre boas e felizes, o que machuca ainda mais os filhos com a ausência do pai, que partiu muito cedo, mas no pouco tempo que viveu, prantou frutos de paz.

A mudança: Em busca de dias e oportunidade melhores

No ano de 1974, nosso homenageado vem visitar os parentes aqui e se encanta com o lugar, vende as terras em Iepe e adquire aqui, uma área bastante extensa, ali onde é o hoje o bairro Morada do Sol.
“Arrumamos um caminhão truck para trazer a mudança e alguns porcos em uma caixa e outro para trazer os animais (vacas e cavalos).  Lembro que meu pai saiu dia 20 de março de 75, antes de mim, com minha mãe e meus 8 irmãos num jipe. Eu saí atardinha com o caminhão que trazia os animais, numa dificuldade danada.  Eles chegaram no Progresso no dia 24 de manhã, e eu a noite. No dia 25 descarregamos a mudança aqui nesse sítio”, recorda Haroldo saudoso.
Segundo o filho a casa onde iam morar era simples, pequena e nem mesmo coube a mudança. “Lá em São Paulo a nossa casa era grande e espaçosa, com piso, área, chegamos aqui e descarregamos a mudança numa casinha de 6x7, coberta de tabuinha, bem mal feita, que não coube a nossa mudança que teve que ficar amontoada e eu e meu irmão tivemos que dormir numa outra casinha próxima, que era bem pior, porque não cabia todo mundo”, conta alegre, lembrando que após um ano a família se mudou para uma casa boa construída pelo pai.
Ao chegar, a terra já estava aberta em cerca de 50%, e já havia 150 vacas, mas uma Febre Aftosa se abateu na região e causou um grande prejuízo, mas graças a uns pés de café a família se manteve, incrementando a renda com rapaduras para sobreviver.
Depois de quatro anos, conseguem um financiamento e investem na terra, compram inclusive um trator, mas infelizmente as coisas não vão tão bem assim, e a família volta a investir em compra e venda de  gado.
“Meu pai era carinhoso, nunca deu um tapa na cara de um filho, mas era firme. Não falava duas vezes. Melembro como se fosse hoje, as vezes a gente ficava por perto dele daí ele percebia que o menino queria dormir, deitava no braço e fazia dormir, mesmo contado um causo”, narra o filho.
Pedro sempre foi muito forte e nunca enjeitava serviços, levantava cedo e dormia tarde, era ativo e fazia questão de repassar seus conhecimentos aos filhos. “Se eu e meus irmãos fizemos algo de errado foi por nossa conta, porque meu pai nunca nos ensinou coisas erradas. Tenho certeza que todos os meus irmãos dirão a mesma coisa que eu, temos muito orgulho de sermos filhos de Pedro Ferreira de Lima”, desaba Haroldo em um choro emocionado.

A Homenagem

Passados uns anos, começou a sentir que o intestino dava sinais de que algo não estava bem. Buscou um médico, que lhe encaminhou para Cuiabá, onde precisou passar por um procedimento cirúrgico, que infelizmente acabou não tendo um final feliz. Partiu no dia nove de fevereiro de 2000. “À princípio a cirurgia foi um sucesso, o médico dizia que a recuperação dele era como de uma criança, mas de um dia para outro a situação se inverteu e ele foi embora”.
É inegável a contribuição de Pedro a Tangará da Serra, seja por quem foi, seja pelos frutos que deixou, filhos honrados que seguem os passos do pai. Por esse motivo, foi homenageado e tem hoje uma rua com seu nome. A rua está situada na saída para Linha 12.

>> Rosi Oliveira - Especial DS




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